terça-feira, 28 de junho de 2011

A Vida.


Ela é bela, é grande, é pequena, é revigorante, é nova.
Temos o tempo pra mostrar a nós mesmos e aos outros quem somos, e compartilhar tudo o que sabemos da mesma maneira como absorvemos tudo o que aprendemos. O ontem faz parte do passado, o hoje é aquilo que nos importamos em mostrar para que o amanha venha ser lindo.
Nascemos, crescemos, vivemos, adoecemos. Faz parte de um ciclo certo. Faz parte da vida.
Nos apaixonamos, amamos, brigamos, casamos, nos separamos. É piada de um circo cheio de surpresas.
Aprendemos, ensinamos, castigamos, repreendemos. Motivo de orgulho, motivo de viver.
Nós somos o que fazemos, e fazemos aquilo que queremos ser. É simples! Você é um ladrão se rouba alguém, é assassino se mata alguém, é mentiroso se é vendedor de coisas, como também pode ser tudo isso se for um governador, vereador ou um presidente.
E é isso que é legal na vida, ela te da opções de você ser quem você sonha ser, fazer aquilo que você ama. E não to falando que sexo é profissão.
O que você foi ontem, não interfere hoje se você quiser ser uma pessoa diferente, mas sim se você for consciente que o que você fazia era errado e continua na mesma tecla. O que te resume é o teu caráter, tanto homem quanto mulher.

domingo, 12 de junho de 2011

dias presentes.

Todo dia é igual.
É de manhã com as cobertas quentes entre-lassadas no corpo.
É o pé direito antes do esquerdo.
É oito e meia.
É cedo ainda.

Todo dia é igual.
É a mesma bike num dia frio e quente.
É a mesma musica no fone.
É o mesmo sono ainda.
É o mesmo caminho até lá.

Todo dia é igual.
É as mesmas pessoas.
É um dia sem surpresas.
É a mesma pessoa mandando mensagem.
É o mesmo assunto.

Todo dia é igual.
É semana ainda.
É final de semana já.
É tão pequeno o dia.
É tão longa a semana.

Todo dia é igual.
É motivo de cansaço de novo.
É motivo de alegria felizmente.
É segunda!
É domingo!

Todo dia é igual!
Todo dia é o mesmo!
Todo dia é novo!
Todo dia de novo!

domingo, 5 de junho de 2011

Anjos escondidos.

Em um momento de felicidade tão grande, eu nunca sei se é possivel eu morrer com um sorriso no rosto, marcas no rosto entregando risadas e sorrisos de uma vida curta e grande. Não sei se é possivel pensar que posso não reclamar de falta de felicidade, falta de carinho, afeto, amizade.
Me vejo sempre tão dependente de atenção, uma dependência tão gostosa. Sinto no peito uma necessidade de abrir aquela boca gigante, fazer pular todos os dentes pra fora, trazendo um som tão gostoso de se ouvir, aquele sorriso que vem com uma risada unica, de cada um o sentimento é diferente. Cada pessoa que traz contigo um aperto no peito, um semblante triste, um sentimento amargo, essas pessoas são as mais lindas, são aquelas que quando riem em situações assim, são aquelas que riem para sempre.
Dizer que vivemos em um mundo feliz e lindo é tão absurdo como dizer que uma criança é boba.

Toda criança boba, somos nós alguns anos atrás, anos que faríamos tudo de novo sem reclamar. Uma criança boba não mente, não rouba e nem mata. Uma criança boba é feliz, é linda e imagina um mundo onde todos possam viver em paz, sem guerra, sem fome e sem preconceito, na verdade criança não imagina um mundo sem preconceito, uma criança nem sabe o que significa essa palavra, não questiona e não faz questão de saber. Seria maravilhoso imaginar um mundo assim não ? Seria a primeira vez que pudéssemos confiar nos outros e vice versa. A como é bobo pensar em um mundo assim.

Quando me chamam de criança lembro da minha mãe. Ela é a culpada de eu ser tão criança quanto ela, ela é tão culpada por eu ser assim, boba talvez, louca um pouco, feliz sim! Ela é a culpada por anos de risadas, risadas e risadas. Ela é a culpada por me fazer querer fazer os outros crianças, ou pelo menos rirem como tal. Eu amo pessoas como minha mãe. Amo saber que elas existem como anjos que cuidam da gente, estão quietas enquanto todos estão bem, mais em meio a tristeza, em meio a tão horrível solidão e depressão, elas estão la. Cuidando da gente, cuidando para que todos possam morrer com marcas no rosto, marcas entregando momentos de risadas bobas.