quarta-feira, 9 de março de 2011

quando tudo não quer dizer nada e quando o nada significa alguma coisa.



As vezes nada mais ta bom, nada mais sustenta, nada mais importa.
As vezes a vontade de esquecer tudo, se desligar do mundo, so um dia que seje, as vezes é maior que compras, salão de beleza, baladas, viagens, tudo que não para.
As vezes eu queria ter uma tv que passasse tudo que acontece ao meu redor, pra ver o que acontece enquanto eu limpo a casa, almoço, deito, levanto pra comer denovo, deito e vou estudar quando o dia ja é noite, só pra sentar e ver todos correndo, um matando o sonho do outro, gente nascendo, gente morrendo, gente chorando, gente rindo, gente sendo gente.
As vezes me deparo com besteiras que faço, mais só depois que fiz, que paro e me vejo fazendo aquilo.
As vezes minto pra mim, e de tanto mentir acabo acreditando na mentira que vira verdade.
As vezes me prometo tanta coisa, choro por tantas outras, guardo na memória pessoas que não se importam comigo e as vezes até me vingo com pessoas que não merecem, só as vezes.
Nunca quiz ficar velha, mais nunca é muito tempo.
Sempre tive medo do medo, mais sempre é muita coisa.
Nunca que eu quero morrer, tenho medo da morte.
Tenho medo de nunca viver o suficiente, de não fazer de tudo, comer de tudo, falar de tudo, aprender tudo, não gostar de algumas coisas e amar de mais.
Mais agente nunca vive a vida por completo.
O mundo são portas que nunca mais se feicham, são novidades, são mundos diferentes, culturas e amores que nunca agente vivencia. Agente pode ate assistir, ouvir ou até ver, mais nem sempre presenciar. Meu medo me corroi toda noite, e minha esperança tenta me reanimar toda manhã.
Mais por fim, me deparo as vezes com toda essa felicidade, toda essa novidade, toda essa cultura no meu quintal, na minha rua, na minha cabeça, e me da um medo de não sofrer por falta de felicidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário